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BTB 32: Na vanguarda no leste da Colúmbia Britânica

A família Larson vem trabalhando nas florestas da Colúmbia Britânica no mínimo desde 1929, quando o avô de Ivar e Lance começou sua primeira empresa madeireira.

— Paul Iarocci

A mais recente expressão da dinastia familiar de lenhadores, Carl Larson’s Enterprise Ltd, com sede em Canal Flats, no sudeste da Colúmbia Britânica, foi fundada em 1977 por Lance, Ivar e seu pai Carl.

Gerente da filial Parker-Pacific de Cranbrook, Dale Felhauer (na ponta esquerda), com a equipe da Carl Larson’s Enterprise Ltd. (Da esquerda para a direita) Lance Larson, Ivar Larson, David Deveau, Jory Langridge, Bob Findlay e George Barbour em frente a uma colheitadeira e um skidder Tigercat, com montanhas ao fundo.

Gerente da filial Parker-Pacific de Cranbrook, Dale Felhauer (na ponta esquerda), com a equipe da Carl Larson’s Enterprise Ltd. (Da esquerda para a direita) Lance Larson, Ivar Larson, David Deveau, Jory Langridge, Bob Findlay e George Barbour.

Ivar derrubava árvores manualmente desde 1971 e se manteve nessa atividade até a empresa começar a se mecanizar em 1994 com uma escavadeira emparelhada a uma serra de garra Hultdins. Em 1996, a Larson’s Enterprise comprou seu primeiro feller buncher com finalidades específicas, um Timbco 415 não nivelador. Em 2005, a seção de corte da empresa progrediu um pouco mais com a compra de sua primeira peça Tigercat. O feller buncher LX830C provou ser uma máquina bem adaptada às condições operacionais da empresa, limitando as atividades de derrubada manual de Ivar para o ocasional corte em terreno inclinado ou saliência de rocha.

Jory Langridge constrói um feixe em uma encosta inclinada. Entre subir as encostas em marcha a ré e construir, separar e colocar feixes em plataformas, ele passa muito tempo em uma posição voltada para trás.

Jory Langridge constrói um feixe em uma encosta inclinada. Entre subir as encostas em marcha a ré e construir, separar e colocar feixes em plataformas, ele passa muito tempo em uma posição voltada para trás.

Os Larsons negociaram com a Parker-Pacific, Cranbrook, para suas máquinas Tigercat e compraram recentemente um segundo LX830C, pensando ser uma máquina ideal para a área. Está equipada com uma serra 5702 com alta rotação do giro de pulso, que ajuda a construir melhores feixes do skidder com menos deslocamentos. Observando a máquina em ação, é evidente que a combinação de carregadeira e serra consegue lidar bem com a grande variedade de tamanho de árvores.

A máquina agrupa troncos menores eficazmente e consegue manusear facilmente troncos de meio metro cúbico (cerca de meia tonelada curta) na ponta mais larga da escala. O sem giro traseiro oferece capacidade de nivelamento adicional para uma máquina de giro completo e mais agilidade para o corte seletivo ocasional.

Como pode ser visto aqui, o feller buncher LX830C opera com toras de grandes dimensões e pode ser utilizado em terrenos muito inclinados.

O feller buncher LX830C manuseia toras maiores e pode ser utilizado em terrenos muito inclinados. O fato de ser uma máquina sem giro traseiro permite aos Larsons trabalhar em corte raso e corte seletivo, conforme necessário, sem sacrificar a estabilidade ou a produção.

Hoje, a Larson’s Enterprise produz para a Canfor, operando um volume anual de 150.000 metros cúbicos de madeira de toras curtas com uma equipe de cinco pessoas. Bob Findlay opera o novo feller buncher LX830C. George Barbour e Jory Langridge operam o skidder E620C e 630D, respectivamente. Na beira de estrada, uma Tigercat H855C está processando quatro ou cinco tipos de toras longas. Ivar utiliza a carregadeira para realizar atividades na plataforma e tarefas de separação ao redor das movimentadas e congestionadas descargas em beira de estrada, frequentemente restringidas em tamanho por causa da topografia desafiadora do local.

A produção anual é alcançada em quatro turnos de dez horas e um único turno de oito horas por semana com férias de primavera que duram cerca de um mês. Normalmente existem quatro tipos – abeto, bálsamo, lariço e pinheiro – e a produção diária flutua entre dez e quatorze cargas de 50 m³ (cerca de 55 toneladas curtas). Ivar anuncia que a Canfor está bem impressionada com a produção que os Larsons conseguem obter com uma equipe de cinco pessoas e dá uma pista sobre o sucesso da empresa. “Nossa equipe é a parte mais importante da nossa operação… Vamos levar todos eles em uma viagem de pesca. Eu disse: ‘Vocês vão viajar porque estão fazendo um bom trabalho’. Eles são o motivo pelo qual conseguimos 150.000 metros com uma equipe de cinco pessoas”.

É evidente que as circunstâncias não são sempre as mesmas e, com a recente expansão da Canfor para o leste de Kootenays, os Larsons estão atualmente no meio de uma transição para madeira curta. Sua tentativa inicial resultou em uma diminuição de 30% na produtividade do processador, mas Ivar e Lance esperam que esse número melhore. Porém, o elevado número de separações combinado com a diretiva relativa a madeira curta provavelmente resultará em um requisito para a capacidade de processamento adicional.

O 630D ajudando na separação e colocação em plataforma.

O 630D ajudando na separação e colocação em plataforma.

Ivar comenta sobre sua máquina em beira de estrada com finalidades específicas que tem um preço mais alto que a típica escavadeira convertida: “Gosto da H855C. Ela consegue torar mais que uma escavadeira. Algumas pessoas não acreditam, e isso não é um problema. Isso nos dá vantagem. Também gosto que seja fabricada no Canadá. É como se fosse nossa”.

Um aspecto singular da operação é a medida em que os skidders estão contribuindo para as atividades de separação e colocação em plataforma. Jory Langridge está aproveitando ao máximo o recurso Turnaround™ para ajudá-lo nas atividades de separação e colocação em plataforma entre trações. Na verdade, os Larsons instalaram uma aresta de corte e um defletor no topo sobre a lâmina para aumentar as capacidades de limpeza de galhos e colocação em plataforma da máquina.

Um skidder Tigercat de quatro rodas descendo uma montanha com madeiras de grandes dimensões.

“Quando estou efetuando separações sem a carregadeira por perto, não preciso olhar por cima de meu ombro. E já não sinto mais tensão no pescoço”, explica Jory. “Posso apanhar um feixe no meio e girá-lo diretamente para colocá-lo na plataforma e levantar e inclinar troncos de 17 metros durante a separação. O assento é sempre girado de volta”.

Jory também está impressionado com a potência de acionamento da lâmina baixada ao mover os galhos e limpar a área da plataforma. “Arrasta como um D6. Poderia construir meus próprios trilhos se quisesse.” Porém, olhando para a montanha inclinada em que Jory e George estão trabalhando, é evidente que não existe nenhum trilho de skidder.

Com quase vinte anos de experiência no setor, Jory tem exercido a função de operador de máquina em tempo integral desde os dezessete anos, e há cinco anos trabalha para os Larsons. Como Lance e Ivar, ele é um lenhador de terceira geração. Ele e George pilotam seus skidders em um terreno muito difícil e assustador.

“Algumas vezes você não pode simplesmente fazer marcha a ré para um arrasto. Pode ser necessário levantar o feixe de lado ou através do topo”. Jory, que não tem medo de apanhar um feixe no meio e de basculá-lo para o feixe do skidder seguinte, também explica que eles instalaram extensões de lâmina mais amplas. (A lâmina tem quase a largura da máquina com pneus 35,5). “Ajuda a melhorar a estabilidade em colinas laterais. Adoro locais inclinados”, afirma Jory. Operando na ponta ocidental das Montanhas Rochosas do Canadá, não faltam locais inclinados.

Jory acha que o 630D é muito mais suave de operar e consegue agarrar mais madeira que qualquer outro skidder de quatro rodas. “Tem uma potência de garra muito forte – ele não perde madeira.” Com respeito à velocidade de deslocamento, Jory comenta: “O D é ainda mais rápido que o E620C, que era bem mais rápido que os antigos skidders 630B”.

Ele também gosta do equilíbrio entre a potência e a estabilidade da máquina. “O 630D consegue puxar mais que os outros skidders, sem levantar a ponta dianteira, ficar sem energia ou aquecer. Ele nunca vacila ou atola quando puxa desde uma parte inferior.” Jory também comenta sobre a precisão do sistema de deslocamento hidrostático eletrônico. “Você pode ajustar seu aparador para conseguir mover cerca de 2,5 cm – ele consegue subir uma colina muito lentamente”.

Elogios ao Turnaround

O E620C de George não é equipado com o Turnaround, mas o de Jory é, e ele usa todo o potencial desse recurso. “Quando desce colinas, permite sempre olhar para a configuração do terreno e escolher sua rota. Você consegue ver raízes e tocos”, afirma. “Depois de dez horas de trabalho, me sinto muito melhor. Eu preferia trabalhar em mineração a voltar para um skidder sem assento giratório. Não há nada melhor que isso.”

Para uma pessoa que operou somente skidders convencionais, o Turnaround pode parecer uma mudança radical: o operador tem um pedal de acionamento na frente da cabine e outro na traseira. Esqueça o movimento de ir para a frente e para trás – um interruptor de seleção de direção na alavanca joystick determina se a máquina se movimentará em direção à garra ou à lâmina. O sistema de computador ajusta automaticamente os controles com base na direção para a qual o assento está voltado. Por isso, quando o operador está voltado para a traseira e seleciona a direção “para a frente”, ele se movimentará na direção da garra. (A direção da alavanca joystick opera da mesma forma).

A H855C processando comprimentos longos em tamanho médio de peça de 0,34 m³. Um feller buncher Tigercat à distância.

A H855C processando comprimentos longos em tamanho médio de peça de 0,34 m³.

Convidado a comentar sobre a curva de aprendizado, Jory responde: “Levei somente uma semana para me sentir familiarizado com ele. As alavancas joystick não eram um problema porque já havia operado escavadeiras antes.” Agora, com 1300 horas de experiência em seu currículo, Jory está fazendo coisas bastante inovadoras com o Turnaround.

Muitas vezes, ele gira o assento da frente para trás e para a frente novamente muito rápido quando tem de efetuar uma atividade rápida com a garra ou quer ver algo por detrás dele. Em terrenos muito inclinados e complexos, ele se posiciona de acordo com o que precisa ver mais e troca frequentemente de trás para a frente enquanto conduz, usando a gravidade ou o impulso da máquina para girar o assento. A máquina, como é evidente, nunca para de se deslocar na direção desejada. Para conseguir isso, Jory dá meia volta no botão de seleção de direção para que a direção de deslocamento permaneça igual quando o assento trava na posição oposta. “Precisamos ser criativos”, afirma.

Ivar e Lance executam uma operação rigorosa e eficiente e, aparentemente, desenvolveram uma boa relação com a Canfor desde o começo. Apesar de a troca para madeira curta poder ser desafiadora no processo de transição, eles possuem certamente a equipe e as máquinas certas para alcançar o sucesso.

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