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BTB 40: QUÃO INCLINADOS SÃO AS ENCOSTAS NA NOVA ZELÂNDIA?

Contrariamente à crença popular, os neozelandeses não inventaram o bungee jumping.

— Gary Olsen, representante de vendas internacionais da fábrica

Simon Keeling e David Kirke, do Dangerous Sports Club (Clube de Esportes Perigosos) da Universidade de Oxford, foram os primeiros a pular da ponte suspensa Clifton, em Bristol, Inglaterra, no dia 1 de abril de 1979, usando uma corda elástica. No entanto, os neozelandeses levaram esse desafio ainda mais longe ao popularizar a atividade, independentemente dos potenciais riscos envolvidos. Bungee jumping, jet boating, alpinismo, rapel, paraquedismo e snowmobiling radical são considerados esportes radicais e podem fazer com que a apólice de seguro de vida do participante perca a validade.

Carregadeira LS855C Tigercat com auxílio por cabo em operação em terreno muito inclinado.

Carregadeira LS855C Tigercat com auxílio por cabo

A derrubada de árvores auxiliada por guincho ou corda, agora uma tendência em crescimento na Nova Zelândia, no Chile e no Noroeste do Pacífico, é uma séria tentativa de tirar os pés do chão e melhorar o nível de segurança, especialmente em terrenos inclinados e desnivelados característicos desses países. Apesar das preocupações válidas de quase todos os fabricantes de máquinas de derrubada de árvores, a maioria dos usuários finais acredita que o operador de uma colheitadeira ou um feller buncher de esteira nivelado especialmente projetado, dentro de uma cabine adequada para florestas certificada pela ISO ROPS, FOPS e OPS, responsavelmente fixada por um ou dois cabos metálicos e ancorada no topo do declive, está muito mais seguro do que um operador de motosserra ou um estropeiro no mesmo terreno. Com isso em mente, os empreiteiros e as empresas florestais escolheram implementar esses sistemas. Para isso, adquiriram uma escavadeira usada ou um bulldozer usado com cerca de 30 toneladas e fixaram-no a um sistema de guincho com um cabo metálico simples de 29 mm ou cabos duplos de 22 mm. A outra ponta se conecta a um ponto de engate de uma carregadeira LS855C da Tigercat equipada com uma serra de corte direcional 5195 da Tigercat, por exemplo. O ponto de engate tem uma célula de carga ou um monitor de tensão que se conecta a uma tela digital na cabine. Assim, o operador que está controlando todo o sistema por controle remoto sempre saberá qual é a tensão no cabo. Para evitar picos de tensão, o cabo deve ter uma carga contínua.

Carregadeira H855C Tigercat com auxílio por cabo em operação em terreno muito inclinado. Uma corrente está fixada à parte traseira da carregadeira para maior segurança.

Carregadeira H855C Tigercat com auxílio por cabo

Todos os contratantes lenhadores que optam por essa solução estão totalmente conscientes dos riscos envolvidos e têm muito cuidado. A indústria florestal da Nova Zelândia, com o apoio da FIEA (Associação de Engenharia da Indústria Florestal), realizou uma ação de conscientização sobre esse método de derrubada de árvores, bem como outras tecnologias, através da HarvestTECH 2015, uma conferência sobre terrenos muito inclinados realizada em Rotorua em junho de 2015. Tentando compreender a aplicação e o modo como suas carregadeiras de esteira, seus cabeçotes de corte e seus skidders de seis rodas estão sendo usados em terrenos inclinados, a Tigercat enviou um grupo de treze representantes experientes, incluindo engenheiros, representantes de fábrica e Ken MacDonald, CEO e proprietário da Tigercat. O grupo não apenas assistiu e participou da conferência sobre terrenos muito inclinados, como também visitou várias instalações de clientes da Tigercat, não se limitando a aplicações com uso de corda. O valor e a importância de observar as máquinas no local de operação e escutar o feedback dos operadores continuam sendo a principal prioridade. Isso foi comprovado pela equipe de engenharia da Tigercat nessa inestimável visita de duas semanas. Os clientes ficaram surpreendidos pelo grande interesse da Tigercat em garantir a produção de máquinas que atendam às crescentes exigências do contratante. Apesar de nem todos concordarem com esses novos métodos, um ponto é bastante claro. Apesar de toda a tecnologia de ponta, o conhecimento, o treinamento e a capacidade do operador para avaliar e reduzir constantemente os riscos são os fatores que mais afetam a segurança nas florestas.