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O dom de Rachel

A talentosa operadora de processador, Rachel Brink, impressiona com sua motivação, ética de trabalho e atitude positiva.

– Samantha Paul, especialista em marketing

Rachel e seu cachorro Cash, um lulu-da-pomerânia.

Rachel e seu cachorro Cash, um lulu-da-pomerânia.


Vivendo em Williams Lake, Colúmbia Britânica, Rachel Brink está cercada por vastas montanhas e florestas. Exatamente da forma que sempre sonhou. “É um estilo de vida diferente”, diz ela sobre sua carreira no setor florestal. “Meu trabalho não é no horário comercial normal, mas a vista compensa.”

O avô de Rachel fundou uma empresa de caminhões para transporte de madeira no início dos anos 1980. Seu pai, Randy, e seu irmão, Justin, desenvolveram o negócio. 37 anos depois, a Small Pine Logging ainda tem forte presença no mercado. “Em um dado momento, quase toda a família estava trabalhando na empresa”, diz Rachel. “Minha irmã, o ex-marido dela, meu irmão, meu pai, o sogro do meu irmão e meus dois primos”, ela lembra. “Minha irmã e uma amiga nossa trabalharam conosco também. Fazíamos processamento e construíamos plataformas e estradas, nós três juntos. Era muito legal.”

“Minha irmã é uma das melhores operadoras que já vi”, diz Rachel. “Ela me mostrou os métodos de transporte. Existe um método para cada trabalho; quando e onde fazer o quê — sempre planejando. Trabalhar junto com um operador habilidoso é a melhor forma de aprender. Tive a sorte de estar perto de alguns dos melhores. Muita coisa entra em jogo durante a operação do equipamento. Terreno íngreme, o peso da máquina, a madeira com a qual você está trabalhando, e até mesmo o clima e a estação do ano. Você precisa estar consciente do que está ao seu redor.”


O processador 850/568 que a Rachel opera para a Small Pine Logging.

O processador 850/568 que a Rachel opera para a Small Pine Logging.


Depois de ser treinada pela irmã no skidder, seu pai lhe deu uma chance de operar o processador. “Ele me mostrou como fazer algumas coisas e disse: ‘Você vai conseguir’. E acho que consegui mesmo”, ela ri. Mudar de um skidder para um processador pode ser uma grande curva de aprendizado, com desafios técnicos adicionais. “Se você já operou uma escavadeira antes, sabe que existem controles semelhantes. Então, é muito mais fácil começar a operar um processador e saber o que se está fazendo.” Aos 34 anos, Rachel trabalha com isso há treze anos, incluindo os últimos nove com um processador. “Todos os anos penso em procurar um emprego novo. Mas continuo voltando.”

A Small Pine Logging recebeu seu primeiro processador 850 equipado com o cabeçote de colheita Tigercat 568 em agosto do ano passado. A máquina foi adquirida por meio da Inland, uma distribuidora da Tigercat. “A Inland tem ajudado muito”, ela diz. “O Tyler Povelofskie é meu mecânico preferido. Ele gosta de consertar as coisas por completo, e isso é algo que respeito. Ele tem uma ótima ética de trabalho, é fácil de trabalhar e está sempre disponível quando necessário.”


Curva de aprendizado

Junto com a Inland, o representante local de suporte ao produto da Tigercat, Jochen Reiter, entregou a máquina e ajudou com a configuração do cabeçote e máquina-base. A Rachel operava um processador de marca diferente antes de entrar na Tigercat. “Sou muito específica em como quero que as coisas funcionem. O Jochen ajudou muito quando configuramos a máquina pela primeira vez. Ele me guiou pelo sistema de controle do operador. Agora tudo ficou fácil para mim. Ele me ajudou várias vezes quando precisei. Uma noite eu tive um problema e acordei com quatorze mensagens dele explicando como resolver a questão. Ele deu todos os detalhes. Ele é incrível.”


 

MEU PAI ESTÁ MUITO FELIZ POR EU SER UMA OPERADORA. ELE ESTÁ MUITO ORGULHOSO.

 


Rachel diz que poucas vezes em sua vida se sentiu realmente feliz com suas realizações. “Mas estou feliz com o que posso fazer com esta máquina. Ela tem mais potência do que estou acostumada. É fora de série. É uma máquina fantástica, com muitos pequenos detalhes que você aprecia ao operá-la.”


Rachel com o pai, Randy, e o irmão, Justin.

Rachel com o pai, Randy, e o irmão, Justin.


“Ela se acostumou com nosso 850/568 muito rapidamente. No segundo dia, ela cortou 700 metros cúbicos (aproximadamente 585 toneladas)”, explica Jochen. “A máquina está agora produzindo 900 metros cúbicos (aproximadamente 750 toneladas), cerca de treze a quatorze caminhões por dia, o que é bastante impressionante”, acrescenta. “Eles estão processando toras com mais de 80 cm: algumas das maiores toras que vi passarem pelo 568.”

Impressionada com as melhorias do equipamento de exploração florestal ao longo dos anos, Rachel confirma: “Você se acostuma com a máquina que opera. Você não sabe o que está perdendo até começar a usar uma máquina nova.”


Motivação

Operar a mesma máquina todos os dias pode se tornar um pouco monótono. Quando questionada sobre como se mantém motivada, Rachel explica: “Minha competição é comigo mesma e mais ninguém. Você tem que pensar no que está fazendo todo o tempo. Ter uma estratégia em mente para permanecer rápido e produtivo é fundamental”.

O pai de Rachel está aposentado. Hoje, ele pesca e joga golfe em vez de extrair madeira. Quando o novo 850 chegou, o pai dela foi para o campo para dar uma olhada — uma boa lembrança para Rachel. Não é muito comum que o pai, o irmão e ela trabalhem juntos. “Meu pai está muito ocupado vivendo a vida agora”, diz ela. “Meu pai está muito feliz por eu ser uma operadora. Ele está muito orgulhoso. Por outro lado, minha mãe provavelmente preferiria que eu fosse uma enfermeira e tivesse bebês, como minha irmã”, ri Rachel.


Resistência

Rachel não sabe por que mais mulheres não seguem a carreira de operadora de máquina. “Acho que é necessário ser muito resistente para trabalhar na floresta, responde Rachel. “Pode ser intimidante se você não conhece alguém na área. O salário é bom, mas é um estilo de vida diferente.”

“As mulheres podem ser ótimas operadoras. Mais mulheres precisam tentar”, diz ela. “É preciso sutileza para operar essas máquinas, e as mulheres têm isso.” Seja homem ou mulher, é necessário ter uma boa ética de trabalho. Rachel não se considera competitiva, mas ela quer fazer seu melhor trabalho todos os dias. “Ninguém fica observando o que você faz o tempo todo. Você precisa ser proativo e continuar definindo novas metas.”

“Temos alguns veteranos na nossa equipe, então precisamos procurar operadores mais jovens com boa ética de trabalho, o que pode ser difícil de encontrar. Temos três operadores de vinte e poucos anos trabalhando para nós agora. Eles estão se adaptando muito bem”, diz ela. “As histórias e piadas no rádio são hilárias. Todo mundo está sempre brincando.”


 

TODOS OS ANOS PENSO EM PROCURAR UM EMPREGO NOVO.
MAS CONTINUO VOLTANDO!

 


O que é importante

Com a atual pandemia, agora mais do que nunca, as pessoas estão percebendo a verdadeira importância da família. A ética de trabalho de Rachel é resultado da sua educação e dos modelos que a rodeiam. “Minha mãe, meu pai, meu irmão, minha irmã: estou cercada por pessoas excelentes, trabalhadoras e com grande coração.”


Rachel tentando ficar longe das árvores.

Rachel tentando ficar longe das árvores.


Quando Rachel não está trabalhando, ela está acampando ou jogando golfe com a família e os amigos. Ela aprendeu a ter paciência no golfe, aprimorando suas habilidades ao longo dos anos. “Eu arremessei alguns tacos quando comecei”, ela ri. “Mas não faço mais isso.”


 

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O pacote completo

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