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BTB 53: Tempo de atividade é tudo

No meio de setembro de 2020, o primeiro skidder da série H já construído tinha completado 965 horas de trabalho. A Between the Branches conversa com Chris Gibson Logging LLC para saber mais sobre o desempenho da máquina.

— Bre Elbourn

Chris Gibson em frente ao skidder 632H

Chris Gibson, Chris Gibson Logging LLC.


O protótipo do skidder 632H pode ser encontrado na Chris Gibson Logging LLC. A máquina está localizada na região sudeste de Oklahoma, perto de Broken Bow, no condado de McCurtain. O proprietário Chris Gibson é um lenhador moderno, que se esforça para ficar na vanguarda. Com apenas um skidder em operação, a produtividade e o tempo de atividade são de extrema importância.

Ao longo dos anos como cliente da Tigercat, Chris estabeleceu um ótimo relacionamento de trabalho com a equipe do skidder da Tigercat e participou tanto no desenvolvimento inicial do modelo 632 quanto do redesenho da cabine do operador do skidder da série H. Na verdade, foi depois de ter passado um tempo nas operações de corte de Gibson que Jeremy Piercy, gerente de produto do skidder, começou a planejar o projeto da plataforma 632. Alguns anos depois, Chris comprou o protótipo 632H, o primeiro skidder da série H já construído.


carregadeira 234 em caminhão

As carregadeiras são montadas em caminhão para mobilidade rápida e fácil.


McCurtain County, Oklahoma

Oklahoma é definida por mais de 12 milhões de acres (4,8 milhões de hectares) de áreas florestais, e sua indústria madeireira está localizada em dezoito condados da região leste. O condado de McCurtain é cercado por florestas de pinheiros e tem uma abundante vida selvagem. Não é nenhuma surpresa que a agricultura e a silvicultura dominem a economia local. A Three Rivers Wildlife Management Area fica ao norte de Broken Bow e possui 450.000 acres (182.000 hectares) de terra de propriedade da Weyerhaeuser. “Cortamos apenas Pinus taeda para a Weyerhaeuser,” afirma Chris.

A cidade de Broken Bow fica entre as montanhas de Ouachita e a bacia do Rio Vermelho. A bacia consiste em terras agrícolas planas e férteis. Chris explica que o 632H está em operação principalmente em terreno plano: “É meio macio e fica um pouco mais rochoso quando você se move em terreno acidentado”.

O revendedor da Tigercat Smith Equipment atende a área. O especialista em vendas da Gibson é Jeff Reynolds. “O suporte é ótimo. Eles me tratam muito, muito bem”, afirma Gibson.


O TEMPO DE ATIVIDADE É MUITO MAIOR QUANDO TRABALHAMOS
COM A MÁQUINA, E NÃO NELA.

– Chris Gibson, Chris Gibson Logging LLC


Operações

Chris Gibson faz parte da quarta geração de lenhadores. Ele é proprietário da Chris Gibson Logging LLC, da Chris Gibson Trucking LLC e da Chris Gibson Truck Repair LLC. Descendente de várias gerações de lenhadores, Chris utiliza o conhecimento recebido delas para maximizar a eficiência das suas operações. Ele tem dezesseis funcionários trabalhando
na floresta, e a equipe se divide em três grupos. Jasmine, esposa da Chris, gerencia duas funcionárias no escritório administrativo. “Três pessoas trabalham no escritório, minha esposa e duas outras senhoras. Minha esposa gerencia tudo. Na minha oficina, tenho três mecânicos cuidando dos meus caminhões e equipamento”, explica Chris. A Chris Gibson Trucking LLC tem dezessete funcionários. A empresa faz todo o transporte e os reparos, dando a Chris o controle total sobre todas as etapas da operação.


O 632H com pneus duplos puxando um carregamento de árvores

Com as máquinas da série H, ficou mais fácil a manutenção das áreas comuns de desgaste. Chris Gibson gosta muito das pontas das garras intercambiáveis.


A evolução das máquinas 632

Quando o modelo LX830 avançou para a série D, a Smith Equipment, revendedora de Chris, levou-o para conhecer as fábricas da Tigercat no sul de Ontário. Chris explica que queria ter certeza de que o LX830D era o que procurava antes de comprá-lo. Ele tinha acabado de comprar seu primeiro skidder John Deere 948L quando o grupo de visita foi até a fábrica do skidder em Savage Drive, em Cambridge. Jeremy e Chris começaram a falar sobre sua nova máquina. O 630 era o skidder de quatro rodas de maior capacidade da Tigercat na época, e Jeremy estava ansioso para ver como o 630E se comparava ao maior dos modelos concorrentes em uma aplicação de alta produção em Oklahoma.


O 632H TERÁ MAIOR CAPACIDADE DE ARRASTO QUE NOSSA MÁQUINA ANTERIOR.

– Chris Lacefield, operador do skidder 632H, Chris Gibson Logging LLC


Jeremy e Shawn Pette, vice-presidente de sistemas de comprimento de árvore, foram para Oklahoma para fazer a demonstração de um skidder 630E nas operações de Gibson. A visita mostrou para Jeremy que Chris enxergava a operação de extração de madeira de uma maneira única e que era o tipo de lenhador que superava os limites com sucesso. Isso fez Jeremy pensar sobre o que a Tigercat poderia fazer para ajudar lenhadores como Chris a se tornarem cada vez mais eficientes e bem-sucedidos na floresta. Pela lógica, o passo seguinte na linha de skidders seria a criação de uma máquina com as dimensões da 630, capaz de mover mais madeira, com mais eficiência e sem comprometer a confiabilidade.

A visita com Chris ajudou a orientar os grupos de engenharia de trem de transmissão e skidder da Tigercat na criação de um eixo traseiro de maior capacidade, de novos sistemas hidráulicos e, por fim, do 632E, que foi lançado na Demo International 2016, na Colúmbia Britânica.


Buncher LX830D derrubando uma árvore

Chris visitou as fábricas da Tigercat antes de decidir comprar o modelo LX830D.


Vamos avançar alguns anos depois do lançamento do 632E. Ficou claro que a próxima área na linha de skidders que precisava de atenção era a cabine do operador. Durante os estágios iniciais do projeto, Chris se envolveu bastante na sugestão de melhorias para as cabines da série E, trabalhando com Jeremy e Mansour Moshiri, engenheiro de projeto do skidder. Chris explica, “dei muito feedback sobre o que o operador precisa para conforto. Eles queriam criar a cabine mais amigável possível para o operador”. Aos olhos de Gibson, “uma das maiores necessidades da máquina era mais espaço na cabine — mais espaço para as coisas que o operador traz para trabalhar com ele todos os dias. Por exemplo, marmita, capacete, casaco e celular. Precisa haver espaço para todos esses itens, porque eles estão lá todos os dias com você”.

O operador Chris Lacefield trabalha com extração de madeira há 21 anos e é o único operador do 632H. Quando questionado sobre como se sentia em relação à nova cabine, Chris nos disse, “gosto muito dela. É muito melhor que as cabines antigas, garanto. Ela tem mais espaço. Isso ajuda muito”.


Melhorias da cabine

As cabines da série H passaram por uma série de melhorias para acomodar o operador e melhorar a ergonomia. Chris afirma que, em comparação com os modelos concorrentes, “a cabine é melhor em todos os aspectos relacionados a visibilidade e espaço. Ela também tem alguns controles a mais e recursos e funções extras que outras máquinas não possuem”.

Um botão de controle de navegação foi adicionado às alavancas joysticks e está sendo bastante utilizado. “Uso muito esse controle de navegação”, diz Chris Lacefield, “Também uso bastante o trigger (na parte de trás da alavanca joystick), que executa a velocidade de deslocamento. Você pode apenas se sentar, sem precisar mover os pés. Basta executar o trigger e seguir em frente”.

O assento do skidder foi completamente redesenhado e é totalmente ajustável. Com o novo sistema Turnaround® 220°, os operadores podem girar e travar o assento na posição que for mais confortável dentro da faixa de rotação. Chris nos conta, “é muito confortável. E poder travar o assento em qualquer posição torna-o mais conveniente para o corpo”. Chris explica que cada operador é diferente. “Algumas pessoas são mais altas, outras são mais baixas. Algumas posições podem não funcionar para todas as pessoas. Você pode travá-la onde for mais confortável para quem está na operação.”

Chris Lacefield diz que a possibilidade de travar o assento em qualquer posição faz uma grande diferença na operação e que ele fica menos cansado no final do dia. Na maior parte do tempo, ele opera com o assento posicionado, “meio que lateralmente. Muitas vezes nem preciso virar o assento para trás porque a visibilidade é muito boa. Sento em uma posição e fico nela”.

Os ajustes dos assentos são muito mais personalizáveis. “Com uma alavanca, você pode ajustar as áreas da maneira que desejar. É muito melhor que os assentos antigos”, diz Chris Lacefield.


TUDO QUE SUGERIMOS, TUDO QUE TODOS PEDIRAM, JEREMY FEZ.

— Chris Gibson


A área de janela 19% maior melhora as linhas de visão, fazendo com que os operadores não precisem virar o pescoço, inclinar-se para frente ou mudar de posição com muita frequência para verificar áreas cegas. Todos esses movimentos rápidos e aparentemente insignificantes aumentam a tensão e a fadiga quando repetidos várias vezes. Chris Lacefield disse, “antes, não era possível ver o chão na região do pneu traseiro, a menos que o operador se inclinasse para frente. Agora, você pode se recostar no assento, olhar para fora e ver o chão”.

Nos meses mais quentes do verão, as temperaturas em Oklahoma chegam a 34 °C. Os skidders da série H passaram por melhorias significativas no sistema AVAC e tiveram sua capacidade de arrefecimento aumentada. Chris Lacefield observa que as saídas de ar adicionadas são eficientes para manter a cabine mais fresca nos meses quentes de verão. “Na maioria das vezes, não preciso exigir muito do sistema AVAC porque essas saídas mantêm a cabine fresca.” A cabine também vem equipada com um porta-copos com controle de temperatura, aumentando ainda mais o conforto do operador. “Sua bebida fica gelada o dia todo, e você não precisa se preocupar com isso”, explica Chris Lacefield.

Quando questionado sobre sua opinião sobre a nova cabine, Chris responde, “acho que é top de linha agora no mercado. Tudo que sugerimos, tudo que todos pediram, Jeremy fez”.


Da esquerda para a direita: Heinz Pfeifer, gerente regional da Tigercat; Chris Gibson, proprietário da Chris Gibson Logging LLC; Jeff Reynolds, especialista de vendas da Smith Equipment.

Da esquerda para a direita: Heinz Pfeifer, gerente regional da Tigercat; Chris Gibson, proprietário da Chris Gibson Logging LLC; Jeff Reynolds, especialista de vendas da Smith Equipment.


Tempo de atividade é tudo

Chris Gibson Logging LLC administra três equipes de exploração madeireira, e o skidder 632H faz o trabalho de arrasto sozinho, em um sistema típico de quatro máquinas, com um buncher, um skidder e duas carregadeiras, uma para seleção e desgalhamento e outra para carregamento de caminhões. Em uma operação com um só skidder, produção e tempo de atividade são muito importantes. “Se o skidder para de funcionar, toda a minha operação é interrompida”, diz Chris.

A equipe de exploração madeireira prepara os locais de forma que os skidders precisem se deslocar apenas por distâncias curtas, contribuindo ainda mais para a alta produção. Com apenas um skidder em operação, a máquina deve funcionar ininterruptamente para alimentar os desgalhadores. Em vez de operar por longas distâncias, Chris vai mover a área da plataforma para manter o desgalhador sempre em funcionamento. Chris explica que “as carregadeiras são montadas em caminhões para mobilidade rápida e fácil”.

A facilidade de manutenção nas máquinas da série H também melhorou muito. Os mecânicos podem realizar as rotinas de manutenção um pouco mais rapidamente em comparação com os modelos anteriores, reduzindo o tempo de inatividade. “A manutenção das máquinas da série H é um pouco mais fácil. Agora é possível fazer os reparos no solo. Meus mecânicos não precisam subir tanto na máquina”, explica Chris.
“E alguns recursos e painéis novos facilitam o acesso às áreas de serviço. Isso torna a manutenção um pouco mais rápida e fácil. O tempo de atividade é muito maior quando trabalhamos com a máquina, e não nela.”


Mais rápido no solo

Com a maior velocidade do 632H no solo, junto com a maior capacidade de arrasto, a equipe de exploração madeireira está observando um pequeno aumento na produção. “O 632H terá maior capacidade de arrasto que nossa máquina anterior”, explica Chris. “Achávamos nossa máquina anterior muito boa quando foi lançada, mas gosto mais dessa Tigercat. Ela é bem mais rápida nas funções e na velocidade no solo, e o assento é muito mais fácil de virar. É mais fácil conduzi-la também. E é muito mais suave. Ela vai superar nossa máquina anterior, com um arrasto maior também”.

Embora Chris Gibson tenha desempenhado um grande papel nas melhorias das cabines da série H, ele não foi o único. Diversas conversas e feedback de clientes em todo o mundo foram considerados no processo de design. A nova cabine é outro exemplo da meta da Tigercat de entender com clareza, atender e exceder as necessidades da base de clientes.


 

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