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BTB 43: CALOR E FRIO NO UTAH

LH855D é o elemento-chave do novo sistema de desbaste de Michael Roundy na maravilhosa Floresta Nacional de Dixie, no Utah.

– Paul Iarocci

Ao contrário de muitos lenhadores, Michael Roundy, membro da Barco LLC em Washington, Utah, encontra-se relativamente isolado geograficamente de outros contratantes. Michael realiza trabalhos de desbaste para o Serviço Florestal dos EUA na Floresta Nacional de Dixie, operando muitas vezes em altitudes de até 3.350 m.

Paisagem de Utah.

A Barco geralmente colhe abeto misturado com uma pequena percentagem de madeira verde. Trata-se de um programa de administração, recuperação e redução de combustíveis importante para preservar as mudas e árvores jovens para que a floresta possa se regenerar naturalmente e manter sua saúde e vida. Existe uma variação no tamanho e no diâmetro, além de uma boa inclinação do terreno.

Comparação de duas imagens: operações de desbaste da Barco antes e depois. À esquerda, a imagem mostra uma floresta densa. À direita, a imagem mostra uma floresta bastante desbastada.

Antes e depois. As operações de desbaste da Barco na Floresta Nacional de Dixie têm vários objetivos, entre eles a redução de combustível, a recuperação e o gerenciamento.

Michael explica que, normalmente, o trabalho de corte era realizado com um feller buncher de esteira. Os skidders traziam árvores inteiras para uma plataforma, onde a madeira era processada com um desgalhador mecânico. Michael adotou esse sistema quando iniciou as atividades de desflorestamento e conseguia atingir entre seis e sete cargas de 40 toneladas por dia. No entanto, ele nunca se sentiu totalmente satisfeito. As plataformas tinham tendência a ficar congestionadas e potencialmente perigosas com os skidders, o desgalhador mecânico, as carregadeiras e os caminhões disputando uma posição. Ocorriam gargalos na produção, porque os skidders ficavam inevitavelmente esperando o desgalhador mecânico antes de descarregar ou o desgalhador mecânico ficava esperando madeira quando o skidder não conseguia acompanhar o ritmo. Simplesmente não havia o equilíbrio e o fluxo necessários para o corte crítico.

Embora Michael não se sentisse satisfeito, não existiam muitos empreiteiros com quem pudesse trocar ideias. Na verdade, ele calculava que não havia outra empresa de desflorestamento em um raio de, no mínimo, 400 km. Por essa razão, Michael fez grande parte da sua pesquisa na internet. Ele consultou páginas de fornecedores, entrou em contato com proprietários e operadores através das redes sociais e viu vários vídeos do YouTube.

Três homens de meia idade em frente a uma LH855D Tigercat.

Michael Roundy (à direita) com o carregador, Ephraim Nyborg, e o operador da LH855D, Dave Yaffe.

Grande parte da sua pesquisa se concentrava nos processadores e em como ele poderia mudar o seu sistema, substituindo o desgalhador mecânico. “O objetivo de tudo isso era a segurança, a utilização e a produção”, diz Michael. Em vez de ter uma plataforma central, Michael idealizou vários pontos de descarga. O feller buncher estaria muito à frente do restante do sistema durante o corte e os skidders levariam a carga para uma das várias áreas de plataformas predefinidas. A carregadeira estaria disponível para empilhar as plataformas até uma altura de 5 m. À medida que o arraste fosse avançando na área de corte, o skidder e a carregadeira avançariam para a plataforma de armazenamento seguinte, otimizando assim as distâncias de arraste (os caminhões de carga têm acesso direto a todas as plataformas frias). O processador trabalharia de plataforma para plataforma, processando as árvores sem a interferência de outras máquinas. Mais tarde, as carregadeiras voltariam para carregar os caminhões.

Lenhadores mais velhos que já tinham trabalhado na região diziam que isso não daria certo por causa das inclinações. “Eles achavam que não teríamos espaço no terreno e que os processadores teriam dificuldades nas plataformas geladas”, explica Michael.

De onde venho, todos os operadores de processador querem um 855. Essa máquina é campeã.

– Dave Yaffe, Barco LLC

“Para mudar meu sistema, tive que procurar informações na internet e nas redes sociais. Mesmo depois de três anos estudando, sentia que estava fazendo uma aposta”, conta Michael. “Quando eu perguntava para as pessoas nas redes sociais, 90 por cento diziam que, para nossas condições, o melhor processador era um Tigercat 855 com nivelamento de chassi inferior. Era uma aposta alta, mas resolvi pagar para ver. Michael acabou comprando uma colheitadeira de nivelamento LH855D da Tigercat equipada com um cabeçote de processamento South Star 600 da Kevin Cotton, na Titan Equipment. “Eu precisava de potência de motor, fluxo e resfriamento, por isso comprei a Tigercat. Fico muito isolado aqui, sem acesso a assistência técnica nas redondezas. Eu poderia ter considerado uma máquina diferente, mas precisava de confiabilidade. Esse foi mais um motivo para ter escolhido a Tigercat.”

O sol brilha através das árvores, iluminando uma LH855D que colhe uma tora.

O segredo do novo sistema é a LH855D.

O especialista em operações do processador, Dave Yaffe, trabalha com a LH855D desde que ela era nova e resume bem seu desempenho: “De onde eu venho, todos os operadores de processador querem a 855. Essa máquina é campeã”.

Michael notou os benefícios logo que mudou o sistema. Sua produção foi triplicada de seis a sete cargas por dia para uma média de 18 cargas por dia. O produto número um da Barco são troncos para construção. As árvores abeto mortas são um material excelente para a construção de cabines, podendo ser usadas para esse fim até quatro anos depois de mortas. Tudo que não vai ser usado em construção vai para a usina de lenha local, que, através de distribuidores, fornece lenha para lojas do sudoeste dos EUA. Entretanto, ele também acrescentou um novo produto comercializável.

Fico muito isolado aqui, sem acesso a assistência técnica nas redondezas. Eu poderia ter considerado uma máquina diferente, mas eu precisava de confiabilidade. Esse foi mais um motivo para ter escolhido a Tigercat.

– Michael Roundy, Barco LLC

Devido ao comprimento das árvores e aos ciclos demorados de desgalhamento mecânico, todas as árvores eram cortadas a uma altura de 200 mm. Simplesmente não compensava usar o desgalhador por mais tempo que isso nas árvores. Com o processador, Michael está colhendo e comercializando todos os galhos a mais, seja como insumo para a usina de lenha ou como produto para serralherias que será transformado em camas para cavalos e perus, o que é mais comum. “Minhas pilhas de resíduos foram reduzidas à metade”, conta Michael.

Uma grande pilha de toras alinhadas.

Ao substituir o desgalhador mecânico por um processador, ele triplicou a produção e, ao mesmo tempo, reduziu pela metade as pilhas de resíduos, além de ter criado um novo produto comercializável. Antes, muitos galhos dessa pilha teriam sido descartados.

O operador de carregadeira Ephraim Nyborg está na empresa há quase quatro anos. Ele carrega caminhões e pode carregar em todos os locais da operação. O operador explica que a LH855D também melhorou a eficiência do carregamento de 90 para 45 minutos por caminhão (a Barco também realiza o arrasto dos troncos). Antes, para manter a produção, o operador do desgalhador mecânico tinha que empilhar os troncos indiscriminadamente. Depois, Ephraim passou a ter que classificar os produtos durante o carregamento. Agora, a colheitadeira pode classificar todos os produtos diferentes com eficiência e precisão.

O Tigercat 620E surge da trilha do arrasto.

O Tigercat 620E surge da trilha do arrasto. O uso inteligente dos corredores
minimiza a perturbação do local e torna a função Turnaround® um elemento importante.

Uma coisa interessante a ser observada é que a madeira é empilhada com carregadeiras, e não com skidders, nas plataformas frias. Além disso melhorar a produtividade do skidder, existe um outro motivo: os skidders tendem a quebrar os troncos caros. Quem era contrário a isto dizia que adicionar outra máquina ao sistema teria impacto no custo. No entanto, Michael pensou nisso tudo antes e agora percebe que a carregadeira extra vale totalmente a pena. Além disso, como a Barco também tem uma vertente de construção que consiste em obras rodoviárias e no reboque de equipamentos e agregados, Michael pode alternar os operadores entre os trabalhos de carregamento e escavação, o que facilita a adição de carregadeiras e o gerenciamento da mão de obra.

O derrubador contratado Terry Roseberry à frente do seu Tigercat LX830C com o gerente distrital da Tigercat, James Farquhar.

O derrubador contratado Terry Roseberry à frente do seu Tigercat LX830C com o gerente distrital da Tigercat, James Farquhar.

Terry Roseberry, cliente antigo da Tigercat, em atividade na Califórnia e no sul de Oregon, tem prestado serviço como derrubador para a Barco com uma Tigercat LX830C há cerca de um ano. O corte cuidadoso de Terry aliado com o estratégico disco de corte de feixe e um uso inteligente de trilhas de arrasto minimizam a agressão do solo e a mutilação de mudas e árvores pequenas. Hogan Brian, operador do Tigercat 620E, faz bom uso do assento Turnaround®, deslocando-se para cima e para baixo nas trilhas de arrasto sem precisar girar a máquina. Juntos, a equipe da Barco e Terry estão transformando florestas deterioradas e com árvores mortas em regiões com gestão profissional. Além disso, essa gestão garante rendimentos otimizados, melhor saúde, reduz o risco de incêndios e proporciona mais crescimento para o futuro. O resultado estético é incrível (e a estética é muito importante em uma área recreativa como esta).

Um feller buncher de esteira Tigercat faz uma derrubada seletiva e cuidadosa e dispõe estrategicamente os feixes para salvar as árvores jovens, visíveis em primeiro plano.

A derrubada seletiva e cuidadosa, bem como a disposição estratégica dos feixes, salva as árvores jovens, visíveis em primeiro plano.

Além disso, a eficiência do sistema de Michael proporciona para a equipe um ambiente de trabalho seguro, lucrativo e de qualidade, o que é muito importante para ele. “Qual é o propósito disso tudo, se não pudermos oferecer aos trabalhadores uma vida boa e estável e um ambiente de trabalho seguro?”, pergunta.

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