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Terceira dimensão

A Tigercat está cada vez mais utilizando a tecnologia de impressão 3D para simplificar os processos de projeto e criação de protótipos.

— Chris McMillan

Em 1971, Johannes Gottwald registrou a patente de uma invenção que chamou de Registrador de Metal Líquido. Essa foi a primeira máquina a executar o que mais tarde seria conhecido como prototipagem rápida e que agora se chama impressão 3D.

O termo impressão 3D pode descrever vários processos diferentes em que um objeto tridimensional é criado por meio do depósito de um material em camadas, controlado por um computador. O material pode ser plástico, líquido ou pó, que é aquecido e endurece instantaneamente. Em geral, uma das principais vantagens da impressão 3D é a capacidade de produzir formas complexas, formas ocas e peças com estruturas de treliça interna que reduzem o peso.

Durante a década de 1980, a tecnologia foi empregada para criar peças de protótipo e verificação de adequação. Em 2019, a velocidade e a qualidade das máquinas de impressão tinham avançado ao ponto em que os fabricantes usavam a impressão 3D para criar peças de produção. Estamos agora na fase em que os termos impressão 3D e fabricação aditiva são permutáveis.

A Tigercat adquiriu duas impressoras 3D de tamanhos diferentes em 2018. Desde então, a utilização delas mais do que dobrou. Hoje, as impressoras funcionam na maior parte dos dias, trabalhando em vários projetos para os grupos de engenharia.

Peças de protótipo

Quando as impressoras foram adquiridas, a intenção era criar peças de protótipo – para testar a funcionalidade e representar tudo aquilo que não se pode observar em uma tela. Depois que o projeto foi finalizado, os projetistas puderam buscar métodos de fabricação tradicionais.

Um bom exemplo é a alavanca joystick. Ao projetá-la para o harvester 1165, o projetista de produtos Rauri Olsen usou a impressora para produzir amostras reais em cada iteração. Com o feedback de colegas designers, equipes de campo e usuários finais, ele conseguiu ajustar o design para obter o máximo de conforto e facilidade de uso. Rauri explica: “Ser capaz de imprimir novos conceitos de projeto rapidamente nos permitiu obter feedback imediato e fazer ajustes conforme necessário. Consegui melhorar cada iteração e conceitos de teste sugeridos pelos operadores e pela equipe de engenharia. Isso tornou possível obter uma solução totalmente personalizada, que levaria muito mais tempo para ser obtida ou mesmo visualizada com os métodos tradicionais”.

Peças de produção

Leva tempo para contratar fornecedores, que, por sua vez, podem precisar fabricar ferramentas. Em alguns casos, nesse intervalo de tempo, as peças de pré-produção ou produção podem ser impressas, ajudando a Tigercat a levar os produtos ao mercado mais rapidamente. Quando uma peça plástica é necessária para produção de baixo volume, os engenheiros equilibram tempo e custo para determinar a viabilidade da impressão interna. Isso foi feito com várias peças internas da cabine.

Moldes e acessórios

Muitas peças usadas no interior da cabine são criadas por termoformagem à vácuo. A termoformagem à vácuo é um processo que usa pressão de vácuo para moldar plástico aquecido. Utilizando um material de impressão especial de alta resistência ao calor, os moldes a vácuo podem ser impressos internamente, permitindo que a Tigercat economize tempo e dinheiro em comparação com os processos de usinagem tradicionais.

A impressão 3D e a fabricação aditiva estão ajudando a impulsionar o desenvolvimento e a prototipagem de produtos da Tigercat. Assim, as melhorias de produtos e os novos modelos podem chegar ao mercado mais rapidamente e com maior confiabilidade em termos de desempenho e adequação do uso.

Steve Crosby, vice-presidente de fabricação comenta: “Os recursos 3D complementam, aprimoram e ampliam nossos recursos de fabricação. Se precisamos testar um produto ou processo, criar uma peça complexa ou agilizar um projeto, muitas vezes podemos recorrer às nossas impressoras 3D como ferramentas viáveis e econômicas com resposta rápida”.

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