A Tigercat Industries colabora com a equipe da Weyerhaeuser em Edson, Alberta, para melhorar o fluxo de trabalho e a eficiência do pátio da fábrica.
— Paul Iarocci
O 632H pode puxar 42 toneladas, proporcionando um aumento de 25% a 30% na produtividade do pátio. Com um consumo de 11 a 12 L/h, reduziu os custos de combustível quase pela metade.
A unidade fabril da Weyerhaeuser em Edson, Alberta, utiliza principalmente toras de álamo como matéria-prima e fabrica painéis de tiras de madeira orientadas (OSB). Com 43 anos de operação, é a fábrica de OSB mais antiga do Canadá e funciona 24 horas por dia, em quatro turnos de 12 horas.
A operação no pátio da fábrica envolve o descarregamento de toras de aproximadamente 2,5 metros de caminhões B-train com grandes carregadeiras de toras de esteira. A fábrica mantém um estoque considerável de toras. “Descarregamos as toras e as empilhamos em plataformas de cinco a sete metros de altura”, explica Murry Hellekson, líder do departamento do pátio de toras. Até recentemente, a maior parte da entrada de toras da fábrica era abastecida por tratores agrícolas que puxavam carretas carregadas com toras do estoque do pátio. “Além das toras que descarregamos diretamente dos caminhões durante o turno diurno, a entrada é abastecida exclusivamente pelas carretas durante pelo menos 12 a 18 horas por dia”, diz Murry.
Anteriormente, para recuperar plataformas nesse tipo de condição do terreno, a empresa precisava contratar um dozer D6 ou uma escavadeira. Murry Hellekson, líder do departamento do pátio de toras, estima que agora 80% do trabalho pode ser realizado com a máquina-base TCi.
Duas outras tarefas importantes no pátio de toras são a manutenção das vias e a recuperação das plataformas. “Depois de retirarmos nosso estoque, precisamos limpar os resíduos de madeira, a vegetação e a lama”, diz Murry. “Nossas plataformas têm cerca de 15 metros de largura e podem chegar a algumas centenas de metros de comprimento. Empurramos o material de uma extremidade à outra, sem atravessar as vias, para recuperar a superfície. É um trabalho que faz muita sujeira.” Geralmente está tudo molhado, porque é na primavera que ocorre a maior parte da limpeza.
O pátio opera com três pessoas por turno: dois operadores de carregadeira e um operador da máquina de transporte de toras, que se desloca constantemente de um lado para o outro, exceto quando os caminhões chegam ou durante os trabalhos de manutenção. Murry explica que esses intervalos permitem realizar trabalhos de nivelamento do pátio, além de outras tarefas, como remoção de neve no inverno e controle de poeira no verão.
O desafio
Durante muitos anos, o transporte de toras foi realizado com tratores agrícolas de alta potência equipados com uma lâmina do tipo usado para silagem. A maior parte da manutenção do pátio era realizada por dozers e motoniveladoras contratados para esses serviços. Esse sistema apresentava várias limitações. Os tratores agrícolas apresentavam problemas de durabilidade e confiabilidade mecânica, além de consumir muito combustível. As limitações do projeto da lâmina, incluindo seu perfil e a distância livre em relação ao solo, dificultavam o uso dessas máquinas nos trabalhos de manutenção do pátio. “Nem sempre conseguíamos recuperar as plataformas porque não tínhamos a máquina certa para o trabalho”, acrescenta Murry.
A Tigercat veio conversar conosco e disse que poderia nos fornecer um 632 com uma lâmina de dozer de seis posições. Isso mudou tudo para nós.
— Jody Muldoon, Maintenance Manager
Como explica Jody Muldoon, gerente de manutenção: “O desafio que me deram foi encontrar uma máquina com maior eficiência de combustível, capaz de fazer mais e puxar mais madeira, para que pudéssemos fazer menos viagens e consumir menos combustível. Também queríamos uma máquina mais confiável. Consideramos a possibilidade de usar um skidder e pensamos que, se ele tivesse uma lâmina de dozer de seis posições, poderia substituir a motoniveladora e o dozer que contratamos.”
Trabalho em equipe. (Da esquerda para a direita) Jamie Forsey, coordenador da Green End / supervisor do pátio de toras; Jody Muldoon, gerente de manutenção; Murry Hellekson, líder do departamento do pátio de toras; Len Parker, gerente de operações; Clint Andrea, especialista de vendas da Wajax; Alex Farquhar, representante de suporte ao produto da Wajax; James Farquhar, gerente distrital da Tigercat Industries.
Na década de 1990, Jody operava equipamentos de exploração madeireira. “Trabalhei durante sete anos nos talhões de colheita, operando um skidder e um desgalhador — na verdade, abastecendo esta fábrica. Tenho bons amigos que são prestadores de serviços e abastecem a unidade, e muitos deles usam equipamentos Tigercat atualmente. Então, conheço bem a confiabilidade dos equipamentos da marca ao longo dos últimos 30 anos e só tenho coisas boas a dizer. São equipamentos de exploração madeireira duráveis e confiáveis. Por isso, quando surgiu este projeto, naturalmente pensei na Tigercat.”
O supervisor de manutenção, Ryan Norrish, e o supervisor do pátio de toras, Jamie Forsey, trabalharam com Murry e a equipe do pátio para entender o que eles esperavam de um novo forwarder. Depois, entraram em contato com a Wajax para explicar os requisitos. “Foi então que a Tigercat veio conversar conosco e disse que poderia nos fornecer um 632 com uma lâmina de dozer de seis posições. Isso mudou tudo para nós. Ryan trabalhou com a Tigercat e teve um papel fundamental para chegarmos ao projeto de que precisávamos”, conta Jody.
Além da lâmina, outra personalização importante foi o desenvolvimento do engate. “Usamos um sistema de engate com gancho de reboque e pino acionado hidraulicamente no forwarder, para que ninguém precise ficar entre o reboque e o forwarder”, explica Jody. “O operador pode dar ré, acionar o pino hidraulicamente e seguir em frente. Não há risco de alguém ficar prensado.”
O sistema de engate com gancho de reboque é acionado hidraulicamente. A Tigercat Industries desenvolveu esse sistema especialmente em parceria com a equipe da Weyerhaeuser. “O operador pode dar ré, acionar o pino hidraulicamente e seguir em frente. Não há risco”, afirma Jody Muldoon, gerente de manutenção.
Jody descreve o processo de desenvolvimento como transparente e eficiente, com comunicação clara. Reuniões online e modelagem 3D permitiram que Ryan, Jody e o restante da equipe da Weyerhaeuser validassem o projeto em várias etapas e em tempo real. “Foi fácil trabalhar com eles no projeto porque conseguíamos visualizar o que estavam nos apresentando”, diz Jody.
O resultado
As equipes do pátio estão acumulando muitas horas de operação na máquina-base TCi 632H. Nos primeiros três meses de operação, a máquina acumulou 1.500 horas. Ela vem operando, em média, 18 horas por dia, todos os dias. Mesmo com uma potência do motor muito menor do que a do trator agrícola que substituiu (285 contra 500), o 632H consegue fazer mais. Ele pode puxar dois reboques com peso total de cerca de 42 toneladas. Como resultado, a produção do pátio aumentou entre 25% e 30%. Mas o que realmente chama a atenção é a economia de combustível. “Ele tem mais força de tração e a economia de combustível é muito melhor do que esperávamos. Na verdade, estamos usando quase 50% menos combustível”, relata Jody.
A funcionalidade da lâmina de seis posições reduziu significativamente a necessidade de usar dozers e escavadeiras para a recuperação das plataformas. Murry estima que 80% do trabalho anteriormente terceirizado agora pode ser realizado internamente com o 632H.
Murry e Jody dizem que também estão descobrindo outros benefícios que não haviam previsto. Um exemplo é a capacidade da máquina de operar em marcha a ré com a lâmina. O projeto e o perfil da lâmina são mais adequados a esse tipo de operação do que os dos tratores agrícolas, e a distância livre da lâmina é mais do que o dobro. “É uma maneira mais precisa de nivelar a área, porque, quando você trabalha com a lâmina para a frente, deixa sulcos atrás da máquina. Quando você trabalha em marcha a ré com a lâmina, o escoamento da água melhora, tudo fica melhor. A distância livre é muito maior. Mesmo que eu esteja trabalhando em marcha a ré com a lâmina sobre muita lama, pelo menos consigo nivelar o terreno para que a água escoe”, explica Murry.
Ele acrescenta que a possibilidade de girar o assento é uma vantagem, principalmente durante a recuperação de uma área de trabalho. “Em vez de virar a máquina, basta girar o assento e você pode se deslocar para trás com a mesma velocidade com que se desloca para a frente. Quando você gira o assento, os controles da alavanca joystick também se invertem. É muito intuitivo.”
Ele tem mais força de tração e a economia de combustível é muito melhor do que esperávamos. Na verdade, estamos usando quase 50% menos combustível.
— Jody Muldoon
A fábrica depende bastante dessa única máquina TCi — ela abastece a entrada de toras e faz a manutenção do pátio. Jody enfatiza a importância da disponibilidade da máquina e do suporte pós-venda. “O suporte foi outro aspecto que levamos em consideração”, diz Jody. “Que tipo de suporte pós-venda vamos receber? Porque a confiabilidade é fundamental. Se essa máquina parar, a fábrica deixa de receber toras e precisa interromper a produção. Isso representa um custo enorme para nós. Temos acesso ao diagnóstico do motor e podemos acessar o sistema e trabalhar diretamente no equipamento, inclusive em conjunto com os técnicos da Wajax. Receber suporte rapidamente é muito importante para nós, e a Wajax tem nos atendido muito bem.”
Jody conclui dizendo que todo o processo de desenvolvimento e aquisição, assim como a entrada em operação e os resultados iniciais, foram muito positivos. “Com certeza vamos compartilhar esse conceito com nossas outras fábricas.”
Os skidders da série H da Tigercat estão disponíveis com uma lâmina opcional de seis funções para maior versatilidade na floresta. Além das funções padrão de um skidder, amplie o uso da sua máquina com a capacidade de construir e nivelar estradas, limpar valas, remover neve e deslocar materiais e detritos para fora do caminho, com menos movimentação da máquina.